terça-feira, janeiro 13, 2009

BPN: Peças "egípcias"


A LUSA noticia o que ja foi anunciado na TV; seria esta coleccao falsa?


Se as pecas NAO SAO EGIPCIAS nao entendo porque foram fazer entrevistas a um egiptologo portugues...


Penso que devemos acreditar mais no Director do Museu de Arqueologia e na conservadora do mesmo Museu que avaliaram as pecas, uma vez que o mesmo egiptologo disse as camaras de TV (entrevista filmada na sala egipcia da Fundacao Calouste Gulbenkian), que NUNCA VIU AS PECAS...


O tempo que algumas pessoas perdem e o dinheiro que se gasta estupidamente e que me provoca dores...




Lisboa, 09 Jan (Lusa) - A colecção "egípcia" que o BPN comprou chegou a ser oferecida a Joe Berardo, em 2004, mas o negócio falhou porque o empresário queria avaliar as peças no estrangeiro e o vendedor nunca as deixou sair do país.
"O Sr. Berardo queria levar as peças para Paris, para fazer a avaliação. Mas nós não quisemos que saíssem do país, porque existem meios em Portugal para fazer o processo de certificação e avaliação", afirmou à Lusa o arqueólogo Manuel Castro Nunes, que foi incumbido pelo proprietário da colecção de fazer a avaliação e de mediar a venda das mesmas.
Para sair do país, qualquer peça arqueológica encontrada em Portugal necessita de uma autorização temporária concedida pelo Instituto Português de Museus.
De acordo com o arqueólogo, o negócio com Berardo não se concretizou, tendo de seguida o Banco Português de Negócios (BPN), então liderado por José de Oliveira e Costa, manifestado interesse pela colecção, a qual adquiriu por 5 milhões de euros, entre 2004 e 2006.
Questionado pela agência Lusa, Joe Berardo, que além de empresário, é um dos maiores coleccionadores de arte portugueses - sendo proprietário da Colecção Berardo, actualmente exposta no Centro Cultural de Belém -, confirmou que na altura lhe foi proposta a venda das peças por parte de um coleccionador nacional.
"Achei as peças interessantes e entrei em contacto com especialistas franceses para fazerem a avaliação", afirmou à Lusa o empresário madeirense.
"Mas depois o negócio não foi em frente, porque houve outra proposta", disse ainda o investidor, acrescentando que desconhece se a colecção é genuína ou não e que considera que "ninguém em Portugal pode certificar que as peças são verdadeiras".
"Não tenho conhecimentos para dizer que essa colecção é autêntica ou não. Até mesmo para a arte contemporânea preciso da ajuda de especialistas antes de comprar uma obra", acrescentou Joe Berardo.
Segundo Manuel Castro Nunes, antes das negociações com Joe Berardo, as peças foram apresentadas a João Ernesto Estrada, presidente da Fundação Ernesto Estrada, que possui uma das maiores colecções de antiguidades nacionais.
Contactado pela Lusa, João Estrada confirmou os contactos e disse que apenas não comprou as peças porque o vendedor "pedia mais do que estava disposto a pagar".
A colecção, que integra o conjunto de activos que foram classificados como "extravagantes" pelo actual presidente da Sociedade Lusa de Negócios, Miguel Cadilhe, é composta por várias dezenas de peças trabalhadas em ouro que alegadamente remontam à Idade do Cobre (calcolítico) e por estatuetas em pedra que representam a deusa da fertilidade.
Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, que analisou as peças em 2005, disse à Lusa que muitas delas são falsas e outras levantam as maiores dúvidas quanto à autenticidade. O BPN comprou esta "colecção de arte 'egípcia'" por cinco milhões de euros, durante a presidência de José de Oliveira e Costa.
"O que lhe posso dizer, através dos contactos que fiz e das fotografias que vi dessa colecção, e sobretudo do relatório da conservadora do Museu Nacional de Arqueologia que encarreguei de estudar o assunto, é que tenho a convicção absoluta e noutros casos a certeza, de que são peças na maior parte falsas, não são autênticas", afirmou Luís Raposo.
Já o arqueólogo Manuel Castro Nunes garante que a colecção, que tem sido referida na imprensa como sendo de origem "egípcia", é composta por peças ibéricas da Idade do Cobre, bem como alguns artefactos de origem fenícia e grega.
Entre as peças encontram-se várias máscaras funerárias trabalhadas em ouro, que pela sua raridade (nunca foram encontrados exemplares destes na Península Ibérica) prometem "revolucionar a Arqueologia portuguesa" e colocar Portugal "à frente na Arqueologia durante os próximos 50 anos", afirmou.
Foi com base no trabalho deste único arqueólogo, que além de mediar o negócio foi responsável pela certificação, datação e avaliação da colecção, que o BPN avançou para a compra.
Lusa/Fim

3 comentários:

Os 40 ladrões disse...

Caro Senhor

Sobre uma rede internacional de traficantes de obras de arte, nomeadamente de objectos de "arqueologia"; arte sacra; e antiguidades, que operou em Portugal, Espanha e França, durante toda a década de noventa, a qual, das inumeras proezas que cometeu, conseguiu vender á direcção do Banco Português de Negócios, uma colecção de jóias ditas "arqueológicas", contrabandeadas de Espanha, pelo valor de cerca de cinco milhões de euros, e vendeu aos museus da Igreja Católica Alemã, centenas de imagens de arte sacra, roubadas no Alentejo, recomenda-se a sua consulta no Fórum Arqueologia, nos tópicos actualmente em apreciação:

http://arqueologia.informe.com/contrafacn-noo-e-contrabando-de-objectos-ditos-arqueolnigico-dt1431.html

http://arqueologia.informe.com/dn-cada-de-noventa-n-poca-de-vandalismo-e-saques-organizad-dt1490.html

http://arqueologia.informe.com/policia-espanhola-dt355.html


Atenciosamente, os nossos cumprimentos.

ArtemInvenite Manuel de Castro Nunes disse...

Manuel de Castro Nunes

Caros Senhores.

Resta alguma dúvida de que as peças não são egípcias? E de que essa menção é poeira para os olhos?
Resta alguma dúvida de que o Professor Luís Raposo nunca viu as peças, ainda que eu tenha apresentado o assunto pessoalmente ao Dr. Manuel Bairrão Oleiro, em tempo oprtuno, a quem entreguei um disco compacto com os respectivos registos fotográficos e a documentação técnica produzida?
Será que o Dr. Cadilhe é leviano quando afirma linarmente que a colecção está avaliada em cinco milões e seiscentos mil Euros?
Vale obviamente muito mais, porque o que o jornalista da Agência Lusa se esqueceu de revelar foi o facto de o BPN ter adquirido a colecção com o objectivo explícito de a preservar e promover o seu estudo e valorizção e admitir o anterior proprietário nos seus quadros para desenvolver esse programa. Bem como as engenharias financeiras de que o BPN se serviu para lesar o proprietário.
Podem ler em arteminvenite.blogspot.com a carta aberta que dirigi ao Proferror Luis Raposo e ao Dr. Manuel Bairrão Oleiro.
Mas porque razão ninguém mostra a colecção e exibem umas múmias egípcias? Terei que o fazer eu?
Não queria. Só para saber se alguém ainda sabe onde psra e se o IMC e o MNA conservaram a documentação que facultei ao Dr. Manuel Bairrão Oleiro.
Toda a gente a falar do que não sabe...
Enfim...

Manuel de Castro Nunes

arteminvenite@gmail.com

Oriente Antigo disse...

Quem nao viu as pecas foi o Prof. Araujo...